segunda-feira, 17 de abril de 2017

Primeira feira de vinhos do ano no Recife acontece em maio

A Casa dos Frios, em parceria com a escola Enoclass, vai abrir o calendário de eventos de vinhos em 2017 com uma novidade. Devido ao sucesso da primeira edição, realizada em novembro do ano passado, o Wine Day agora contará com dois dias. A feira acontecerá nas datas 04 e 05 de maio, ocupando a área da adega e o piso superior da Casa dos Frios das Graças, das 18h às 22h. Este ano, os ingressos serão limitados por dia, para garantir o maior conforto do público.

A segunda edição do Wine Day vai disponibilizar mais de 150 rótulos nacionais e internacionais para degustação. Na lista dos expositores estão a Licínio Dias (LD) Importação, Veloz Distribuidora, Berkmann Wine Cellars, PPS Importadora, Botticelli, Dal Pizzol, World Wine Importadora, Importadora Decanter, Lídio Carraro, Don Guerino, Zahil Importadora, Casa Valduga, Domno Importadora, Miolo, Rio Sol, além da própria Casa dos Frios, com seus rótulos de importação direta.

Além da degustação, os participantes também terão a oportunidade de comprar os vinhos demonstrados na feira por preços bem abaixo da tabela normal. Outra vantagem é que na compra de um ingresso para participar de um dia do Wine Day, que custa R$ 100, o cliente poderá reverter metade desse valor para a compra de vinhos no local. O evento ainda contempla mesas de frios, onde o público pode dar uma parada entre um gole e outro.

Entre alguns dos vinhos que poderão ser provados no Wine Day estão o Domaine de la Croix Sennaillet Macon-Devaye (França), Luis Duarte Rubrica Tinto (Portugal), Lucarelli Primitivo di Puglia (Itália), Lost Angel Cabernet Sauvignon (EUA), Vallado Douro Tinto (Portugal), Alto Las Hormigas Classico Malbec (Argentina), Paul Mas Carignan Vielles Vignes (França), Lidio Carraro Grande Vindima Merlot (Brasil), Don Guerino Reserva Tannat (Brasil), Château Kefraya Les Brechetes (Líbano), Valduga Raízes Cabernet Sauvignon (Brasil), Amalaya Malbec (Argentina), Vistalba Corte C (Argentina), Miolo Cuvée Giuseppe (Brasil) e Cabriz Reserva Tinto (Portuga

As entradas antecipadas estão sendo comercializadas apenas na Casa dos Frios (unidades Graças, Boa Viagem e RioMar Shopping). Não haverá reservas e os ingressos são limitados.

SERVIÇO:

WINE DAY
Quando:
 04 e 05 de maio de 2017
Horário: 18h às 22h
Onde: Casa dos Frios (Av. Rui Barbosa, 412, Graças, Recife-PE)
Ingressos individuais antecipados: R$ 100 para cada dia da feira (dos quais R$ 50 podem ser revertidos em compras de vinhos no local). Vendas apenas na Casa dos Frios (Graças | Boa Viagem | RioMar). Nos dias do evento, o valor será de R$ 150.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Seghesio Old Vine Zinfandel 2011 - O grande campeão

E para fechar com chave de ouro, a última postagem sobre a degustação às cegas de californianos que participamos será sobre o grande campeão, o Seghesio Old Vine Zinfandel 2011. Ele é um blend de uvas oriundas dos vinhedos de Dry Creek e Alexander Valley. Para a Seghesio, uma vinha somente é considerada como velha a partir de 50 anos de idade e a idade média da videira utilizadas no "old vine" é de 70 anos de idade. Quando degustado cor rubi com reflexo atijolado. Nos aromas tinha certa semelhança com o Seghesio Sonoma County, só que com menos fruta e mais complexidade nos aromas. Foi possível perceber frutas vermelhas como groselha e cereja, de uma forma mais recatada, notas de cedro, pimenta do reino e toques minerais. A barrica foi muito bem trabalha e conferiu refinamento ao vinho. Na boca era encorpado e com taninos de veludo. A acidez estava viva e o retrogosto era longo persistente e agradável. Um vinhaço que mostra a Zinfandel em outro patamar. Merecidamente foi o campeão da disputa!
Classificação Vinho por 2: Excelente
País: Estados Unidos 
Região: Sonoma County
Uva/Corte: Zinfandel
Teor alcoólico: 14,8 % 
Preço: R$ 400,00
Degustado em: 05 de março de 2016 
Link: Seghesio

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Seghesio Sonoma County Zinfandel 2012

A Seghesio é uma das maiores especialistas em Zinfandel dos Estados Unidos. Seus vinhos sempre são mencionados nos principais livros e manuais de vinhos, a exemplo da publicação "1001 vinhos para beber antes de morrer". O Seghesio Sonoma County Zinfandel já foi indicado por diversas vezes para compor a lista dos " Top da Wine Spectator". Muita qualidade, por um preço ainda "acessível". Esse era o vinhos mais barato da degustação, custando atualmente por volta de R$ 260,00, praticamente a metade da maioria dos concorrentes. Isso é o interessante de realizar degustações às cegas: Jamais ser sugestionado pelo rótulo ou preço do vinho. Quando degustado ele apresentou cor rubi de média intensidade. Nos aromas foi possível perceber cereja em calda, cedro, pimenta do reino e notas minerais. Na boca tinha bom corpo, taninos macios e redondos, tudo isso somado a uma persistência longa. Um vinhos completamente harmonioso e integrado, que merecidamente, ficou em segundo lugar em nossa degustação de californianos.
Classificação Vinho por 2: Muito Bom (+)
País: Estados Unidos 
Região: Sonoma County
Uva/Corte: Zinfandel
Teor alcoólico: 14,8 % 
Preço: R$ 260,00 
Degustado em: 05 de março de 2016 
Link: Seghesio

quinta-feira, 30 de março de 2017

Hands of Time 2012

A Stag's Leap foi a vinícola vencedora do Julgamento de Paris em 1976, dentre os tintos, com seu mítico Cask 23. Essa credencial nos dá uma ideia da qualidade de seus vinhos. Como o orçamento estava curto para um Cask 23, que custa aproximadamente R$ 3.600,00 aqui no Brasil, fomos de Hands of Time. Trata-se de uma homenagem aos diversos enólogos que passaram pela Stag's Leap desde a década de 70 e contribuíram para o sucesso da vinícola. O vinho é um assemblage composta por Cabernet Sauvignon (57%) e Merlot (43%), que passa por um amadurecimento de 15 meses em carvalho francês neutro, sendo 5% de carvalho novo segundo informações da vinícola. Quando degustado apresentou cor rubi com leve reflexo violáceo de média intensidade. No nariz foi possível perceber aromas de frutas vermelhas e negras em compota como groselha e amoras, bombom de chocolate recheado com licor de cereja, pimenta do reino e baunilha. Na boca mostrou bom corpo, taninos macios e ótima acidez. Foi muito bem na degustação e levou o terceiro lugar
Classificação Vinho por 2: Muito Bom 
País: Estados Unidos 
Região: Napa Valley
Uva/Corte: Cabernet Sauvignon (57%) e Merlot (43%)
Teor alcoólico: 14,5 % 
Preço: R$ 500,00 
Degustado em: 05 de março de 2016 
Link: Stag's Leap

domingo, 26 de março de 2017

Paul Hobbs Pinot Noir Russian River Valley 2011

Paul Hobbs é um dos enólogos mais famosos do planeta, conhecido não apenas por seus vinhos californianos, mas por diversos projetos e consultorias prestadas ao redor do mundo como na Argentina (Viña Cobos, Pulenta, Riglos e El Povenir), Chile (Pérez Cruz), França (Crocus), Uruguai (Familia Deicas), dentre outros lugares. Imaginem que ele (americano) foi convidado por franceses para elevar a qualidade dos vinhos feitos com a Malbec na sua região berço, Cahors, no Sudoeste da França. Um feito incrível. O Paul Hobbs Pinot Noir Russian River Valley 2011 foi produzido com uvas colhidas à noite, fermentado através da ação de leveduras indígenas e amadurecido por 11 meses em barris de carvalho francês novo (43%). Quando degustado, apresentou cor rubi intenso sutilmente atijolado. No nariz percebemos em grande intensidade licor de cereja, notas florais e barrica muito bem trabalhada, agregando toques de especiarias. Na boca tinha corpo médio (+), boa acidez e persistência. Um Pinot Noir que não nega suas origens, esbanjando fruta e intensidade. Quarto lugar para esse Pinot Noir em nossa degustação de californianos.
Classificação Vinho por 2: Muito Bom 
País: Estados Unidos 
Região: Russian River Valley 
Uva/Corte: Pinot Noir
Teor alcoólico: 14,2 % 
Preço: R$ 475,00 
Degustado em: 05 de março de 2016 
Link: Paul Hobbs

sexta-feira, 17 de março de 2017

Ridge Lytton Springs 2009

A Ridge é uma famosa vinícola californiana que participou do Julgamento de Paris e na segunda edição dessa prova venceu o embate nos tintos com o rótulo Monte Bello. O Ridge Lytton Springs 2009 é feito predominantemente com a Zinfandel (mais de 70%), com outras partes de Petit Sirah (com "i" mesmo) ou Durif como também é conhecida, além de Carignan. Trata-se de um vinho que recebeu na safra 2009 95 pontos Robert Parker. Quando degustado apresentou cor Grená intenso. Nos aromas foi possível perceber frutas escuras como amoras, tabaco, além de notas mentoladas e defumadas. Na boca era encorpado, com taninos de qualidade e muita persistência. Nos pareceu estar no chamado período de dormência, pois os vinhos da Ridge são muito longevos e, mesmo com muita idade, mostram-se em plena forma e exuberantes. Ficou com a quinta colocação no embate de californianos.
Classificação Vinho por 2: Bom (+) - Muito Bom 
País: Estados Unidos 
Região: Dry Creek Valley 
Uva/Corte: Cabernet Sauvignon 
Teor alcoólico: 14,50 % 
Preço: R$ 385,00 
Degustado em: 05 de março de 2016 
Link: Ridge

terça-feira, 14 de março de 2017

Napa Angel Cabernet Sauvignon 2006

Depois de fundar a Bodega Montes no Chile, responsável por vinhos como Montes Alpha e Montes Folly, além de seguir com projetos na Argentina como a Kaiken, o pioneiro Aurélio Montes resolveu seguir para a Califórnia, onde fundou a Napa Angel. O Napa Angel Cabernet Sauvignon 2006 passa por um processo de maceração a frio por 7 dias, seguindo por uma fermentação de 10 dias e após o final dessa etapa, a maceração ainda continua por mais 10 dias. Uma parte dele (45%) é amadurecida em barris novos de carvalho francês. Quando degustado apresentou cor atijolada com grande intensidade. Pela cor já era possível identificá-lo, pois a diferença de idade era grande em relação aos demais vinhos que participaram da degustação. Nos aromas percebemos tabaco, couro, café e notas defumadas. A frutas estava muito escondida. Na boca era bastante encorpado, com taninos presentes e com alguma adstringência. Foi o vinho que menos agradou. Estava muito evoluído nos aromas, embora na boca ainda se mostrasse vivo. Talvez tenha passado o seu melhor momento. Levou o último lugar da degustação de californianos.
Classificação Vinho por 2: Regular 
País: Estados Unidos 
Região: Napa Valley 
Uva/Corte: Cabernet Sauvignon 
Teor alcoólico: 14,50 % 
Preço: R$ 350,00 
Degustado em: 05 de março de 2016 
Link: Napa Angel

quarta-feira, 8 de março de 2017

Degustação de Vinhos Californianos - Confraria Wine Friends

Em março de 2016 a Confraria Wine Friends se reuniu para degustar alguns vinhos californianos e tentar entender a tipicidade daquela região. Numa sequência de posts vamos comentar os vinhos que mais nos agradaram, começando pelo último colocado até o grande campeão. O tema foi bastante amplo - poderia ter sido mais específico - mas ideia era realmente abarcar algumas das principais variedades produzidas na Califórnia.


Deu para perceber como a Cabernet Sauvignon, a Zinfandel e a Pinot Noir  se expressam por lá e ainda havia um vinho de corte na degustação, com um blend bem diferente do usual. Os vinhos eram todos de produtores muito conceituados, alguns, inclusive, chegaram a participar do julgamento de Paris, só que com vinhos diferentes do que foram postos à prova. Fizeram parte da contenda: Paul Hobbs Pinot Noir Russian River Valley 2011, Seghesio Sonoma Couty Zinfandel 2012, Seghesio Old Vine Zinfandel 2011, Ridge Lytton Springs 2009 e Napa Angel Cabernet Sauvignon 2006. Não percam!

quarta-feira, 1 de março de 2017

Château de Pourcieux 2015

O Château de Pourcieux pertence à família do Marquês d'Espagnet e é um belíssimo exemplo de arquitetura provençal, tendo sido registrado em 1993 no inventário oficial de monumentos históricos. O castelo possui, em suas adegas, cubas que datam do século XVIII e são verdadeiros monumentos, além de uma vasta coleção de barricas de carvalho que foram montadas naquela época e estão em uso até os dias de hoje. O vinho Château de Pourcieux é oriundo de vinhedos que possuem solo de calcário e argila e que estão dispostos de modo a protegê-los do vento Mistral e a dar máxima exposição ao sol. Na sua composição predominam três castas: Syrah, Grenache e Cinsault, que são colhidas de forma mecânica. 

O interessante na elaboração desse rosé elegante é que suas uvas são vinificadas separadas para depois ser feita a assemblage. Analisando o vinho notamos a cor rosé e o halo incolor, de intensidade média. No nariz sentimos notas primárias de frutas vermelhas frescas, como morango, e notas florais. Na boca acidez bem marcada, corpo leve, álcool médio e boa persistência. Um vinho refrescante, elegante, perfeito para bebericar na piscina ou numa tarde de calor.
Classificação Vinho por 2: Muito bom 
País: França 
Região: AOC Côtes de Provence Sainte Victoire 
Produtor: Château de Pourcieux 
Uva/Corte: Syrah 35%, Grenache 35%, Cinsault 20%. Os 10% restantes de Cabernet Sauvignon, Mourvèdre e Carignan
Teor alcoólico: 13,35% 
Preço: R$ 100,00 
Degustado em: 19 de julho de 2016 
Link: Château de Porcieux 
Dica de harmonização: pratos leves, como peixe grelhado e queijos leves 
Temperatura de serviço: 7° a 9°C

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Artesana Tannat-Zinfandel 2013

Outra bodega que chamou nossa atenção foi a Artesana. Trata-se de uma vinícola de pequena produção, mas com muita qualidade, que tem foco nas uvas Tannat, Zinfandel e Merlot. É a única que trabalha com a Zinfandel, isso porque foi fundada em 2007 por um americano, que resolveu introduzir a uva ícone de seu país no Uruguai. Representando a vinícola, estava presente Analia Lazaneo, uma de suas enólogas. O Artesana Tannat-Zinfandel 2013 leva 80% de Tannat e 20% de Zinfandel em seu corte, passando por um amadurecimento de 20 meses em carvalho francês (Tannat) e americano (Zinfandel), gerando uma produção exclusiva de apenas 1436 garrafas. Quando degustado apresentou cor profunda, muito escura. Nos aromas a Zinfandel comandou com notas licorosas e de fruta em compota como amora e framboesa, além de cedro e noz moscada. Embora o teor alcoólico fosse de 14,5%, ele estava bem integrado e não sobrou. Na boca bastante encorpado, mas com taninos macios. A persistência era longa e repetia no retrogosto as frutas em compota.
Classificação Vinho por 2: Muito Bom 
País:Uruguai
Região: Canelones
Uva/Corte: Tannat e Zinfandel 
Teor alcoólico: 14,50 %
Preço: R$ 87,00
Degustado em: 15 de dezembro de 2016
Link: Artesana

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Prelúdio Barrel Select tinto 2009

Outra presença forte na feira de vinhos uruguaios foi a da Familia Deicas, através de seu Gerente de Exportações Diego Pérez e, ainda, de Fabiano Albuquerque, Rodrigo Cavalcanti e Ana Lima, todos da Interfood. Destaque para o vinho Prelúdio que é fruto de uma seleção especial de barricas. A cada 6 meses os melhores barris, com capacidade de prosseguir durante o exigente processo de envelhecimento, são escolhidos. A vinícola começa a produção desse vinho com 600 barricas e, ao final de um amadurecimento de 24-30 meses, menos de 200 barris permanecem selecionados. Na safra 2009 o corte do Preludio foi composto por Tannat (23%), Cabernet Sauvignon (11%), Cabernet Franc (7%), Merlot (52%), Petit Verdot (4,5%) e Marselan (2,5%), passando por um amadurecimento de 30 meses em carvalho. Quando degustado apresentou cor rubi intenso com reflexo atijolado. Nos aromas mostrou frutas vermelhas maduras, além de  especiarias como noz moscada e baunilha. Na boca mostrou-se encorpado, mas com taninos polidos e com grande persistência. Sem dúvida um dos grandes vinhos de corte do Uruguai.
Classificação Vinho por 2: Muito Bom (+)
País:Uruguai
Região: Canelones
Uva/Corte: Tannat (23%), Cabernet Sauvignon (11%),Cabernet Franc (7%), Merlot (52%), Petit Verdot (4,5%) e Marselan (2,5%)
Teor alcoólico: 13,50 %
Preço: R$300,00
Degustado em: 15 de dezembro de 2016

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Montes Toscanini Gran Tannat Premium 2013

O Tannat topo de gama de Montes Toscanini é um vinho muito interessante. Muito típico e particular. Prova disso é que, ao contrário de vinhos chilenos e argentinos, cujos vinhos topo de gama costumam apresentar graduações alcoólicas superiores a 14% ou 15%, o Gran Tannat conta com seu álcool na casa de 13%, o que contribui para um melhor equilíbrio de seus elementos. Durante a fermentação alcoólica a temperatura é controlada (máxima de 26°C) e a maceração realizada é prolongada, com utilização de remontagens diárias para melhor extração de cor e taninos. Ele passa, ainda, por fermentação malolática e amadurecimento em barricas de carvalho americano por 18 meses. Quando degustado apresentou cor rubi de bastante intensidade. Nos aromas foi possível perceber frutas escuras como ameixa e amoras, café, cedro, tabaco e couro. Na boca era encorpado e com taninos presentes, mas de qualidade. O retrogosto era longo e persistente e repetia com certa intensidade a nota de café, que se percebia no nariz. Certamente um vinho de guarda, que já está pronto para ser degustado, mas ainda tem muito chão pela frente.
Classificação Vinho por 2: Muito bom
País: Uruguai
Região: Canelones 
Corte: Tannat
Teor alcoólico: 13,00%
Preço: R$ 220,00
Degustado em: 15 de dezembro de 2016
Link: (-)

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Vinho por 2 agora também no YouTube

O vinho por 2 começou um canal no YouTube para compartilhar experiências e informações sobre o mundo dos vinhos. Será mais um meio para mostrar como é fascinante e prazeroso aprender sobre suas características, apreciar e conhecer as diferentes variedades existentes, descobrir um pouco mais sobre os critérios de avaliação e o fenômeno das pontuações, além de apresentar diferentes regiões de cultivo, matérias, dicas, opiniões e curiosidades. A intenção é dar preferência aos vinhos de dia-a-dia, com bom custo x benefício, acessível a todos. Que possam se divertir conosco, enquanto aprendemos juntos! É só acessar e curtir! Ah, não esquece de se inscrever no canal!


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Quinta da Receita: Tapioca Brulèe com calda de Acerola


A sobremesa do almoço Pernambuco Armorial foi de comer de joelhos, simplesmente divina, super delicada, fina e saborosa. A receita  da Tapioca Brulèe com calda de acerola é de autoria do querido Luiz Carlos Albuquerque, ex-aluno da Faculdade Guararapes, e foi produzida por ele e pelos colegas Monique, Cláudia, Marcos, Marcelo e Dalva. 


Na hora da escolha do vinho, ficamos em dúvida entre o Moscatel de Setúbal Horácio Simões e o Viña Tarapacá Late Harvest, dois bons vinhos de sobremesa, com estilos completamente diferentes. O Moscatel de Setúbal é fermentado em cuba de cimento e sofre acréscimo de aguardente vínica. Sua cor é topázio claro, com aroma floral, de especiarias e nozes. Na boca é macio e persistente. Já o Viña Tarapacá Late Harvest é um vinho produzido com uvas em estágio de sobrematuração. Ele tem cor dourada, aromas de mel e damasco e na boca bom equilíbrio entre doçura e acidez. Degustando a sobremesa com as duas opções, constatamos que o Late Harvest harmonizou melhor, em razão de sua delicadeza. Não podemos deixar de ressaltar que, toda a equipe, que organizou e produziu o almoço, arrasou! Já estamos com saudades! 


TAPIOCA 

INGREDIENTES:

Tapioca Granulada 150g 
Leite 600ml 
Coco ralado sem açúcar 75g 
Leite de coco 200ml 
Açúcar 50g 

MODO DE PREPARO: 
1. Ferva o leite, o leite de coco e o açúcar.
2. Depois de fervido, ponha na tapioca granulada com o coco ralado.
3. Deixe a tapioca hidratar por 40 minutos ou até que as bolinhas estejam moles.



BABA DE MOÇA

INGREDIENTES

Açúcar ½ xíc.
Água 3 colheres de sopa
Leite condensado 395g 
Leite de coco 200ml 
Gemas 6 
Manteiga sem sal 1 colher de sopa
Raspas de laranja 

MODO DE PREPARO:

1. Ferva o açúcar com água até formar uma calda líquida;
2. Desligue e jogue as gemas peneiradas e a manteiga;
3. Mexa bastante;
4. Adicione o leite condensado, o leite de coco e as raspas de laranja;
5. Mexa levemente em fogo baixo, até engrossar. Não deixar ferver muito para não talhar;
6. Misture a tapioca hidratada na baba de moça e mexa, até ferver;
7. Passe no mixer na mistura para arear;
8. Disponha em ramequins e leve para a geladeira;

CALDA DE CAIPIRINHA E ACEROLA

INGREDIENTES:

Acerola 8 und.
Mel 4 colheres de sopa 
Cachaça 80 ml 

MODO DE PREPARO:

1.Soque os frutos no pilão e acrescente o mel;
2. Em uma panela, adicione a mistura com a cachaça e cozinhe em fofo baixo, por 15 minutos ou até formar uma calda;
3. Sirva a calda separada.

Observações: A sobremesa é feita como um pudim de geladeira e desenformada para ser servida com um leve polvilhado de açúcar cristal, massaricado com muito cuidado para não queimar nem amargar. A calda de acerola é bem sutil, posta no prato, como se pode ver na foto. Esperamos que gostem!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Montes Toscanini Reserva Familiar Rosé 2016

Na sequência do evento de vinhos uruguaios, tivemos a oportunidade de experimentar os vinhos da bodega Montes Toscanini, representada por um de seus proprietários e também enólogo, Leonardo Montes Toscanini. A importadora Porto a Porto também se fez presente, através da enóloga e sommelière Emille Cruz (foto). A Montes Toscanini tem um perfil familiar, estando no ramo há mais de 100 anos; seu foco é totalmente voltado para os vinhos e, por isso, não recebe turistas. Tanto cuidado, se fez perceber nos vinhos que provamos, de grande tipicidade e que, nitidamente, evitam seguir o caminho da sobrematuração, o que se nota através do percentual de álcool mais comedido em relação a vinhos chilenos e argentinos. Um dos melhores rosados da feira foi o Montes Toscanini Reserva Familiar Rosé 2016, feito com a uva Cabernet Sauvignon. Muita personalidade, em um vinho rosé mais intenso do que o habitual. Quando degustado apresentou cor rosa intenso, quase um rubi de baixa intensidade. No nariz foi possível perceber frutas vermelhas como morango e cereja. Na boca era mais encorpado que o habitual e com ótima acidez e persistência.
Classificação Vinho por 2: Muito bom
País: Uruguai
Região: Canelones 
Corte: Cabernet Sauvignon
Teor alcoólico: 12,5%
Preço: R$ 50,00
Degustado em: 15 de dezembro de 2016
Link: (-)