terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Artesana Tannat-Zinfandel 2013

Outra bodega que chamou nossa atenção foi a Artesana. Trata-se de uma vinícola de pequena produção, mas com muita qualidade, que tem foco nas uvas Tannat, Zinfandel e Merlot. É a única que trabalha com a Zinfandel, isso porque foi fundada em 2007 por um americano, que resolveu introduzir a uva ícone de seu país no Uruguai. Representando a vinícola, estava presente Analia Lazaneo, uma de suas enólogas. O Artesana Tannat-Zinfandel 2013 leva 80% de Tannat e 20% de Zinfandel em seu corte, passando por um amadurecimento de 20 meses em carvalho francês (Tannat) e americano (Zinfandel), gerando uma produção exclusiva de apenas 1436 garrafas. Quando degustado apresentou cor profunda, muito escura. Nos aromas a Zinfandel comandou com notas licorosas e de fruta em compota como amora e framboesa, além de cedro e noz moscada. Embora o teor alcoólico fosse de 14,5%, ele estava bem integrado e não sobrou. Na boca bastante encorpado, mas com taninos macios. A persistência era longa e repetia no retrogosto as frutas em compota.
Classificação Vinho por 2: Muito Bom 
País:Uruguai
Região: Canelones
Uva/Corte: Tannat e Zinfandel 
Teor alcoólico: 14,50 %
Preço: R$ 87,00
Degustado em: 15 de dezembro de 2016
Link: Artesana

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Prelúdio Barrel Select tinto 2009

Outra presença forte na feira de vinhos uruguaios foi a da Familia Deicas, através de seu Gerente de Exportações Diego Pérez e, ainda, de Fabiano Albuquerque, Rodrigo Cavalcanti e Ana Lima, todos da Interfood. Destaque para o vinho Prelúdio que é fruto de uma seleção especial de barricas. A cada 6 meses os melhores barris, com capacidade de prosseguir durante o exigente processo de envelhecimento, são escolhidos. A vinícola começa a produção desse vinho com 600 barricas e, ao final de um amadurecimento de 24-30 meses, menos de 200 barris permanecem selecionados. Na safra 2009 o corte do Preludio foi composto por Tannat (23%), Cabernet Sauvignon (11%), Cabernet Franc (7%), Merlot (52%), Petit Verdot (4,5%) e Marselan (2,5%), passando por um amadurecimento de 30 meses em carvalho. Quando degustado apresentou cor rubi intenso com reflexo atijolado. Nos aromas mostrou frutas vermelhas maduras, além de  especiarias como noz moscada e baunilha. Na boca mostrou-se encorpado, mas com taninos polidos e com grande persistência. Sem dúvida um dos grandes vinhos de corte do Uruguai.
Classificação Vinho por 2: Muito Bom (+)
País:Uruguai
Região: Canelones
Uva/Corte: Tannat (23%), Cabernet Sauvignon (11%),Cabernet Franc (7%), Merlot (52%), Petit Verdot (4,5%) e Marselan (2,5%)
Teor alcoólico: 13,50 %
Preço: R$300,00
Degustado em: 15 de dezembro de 2016

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Montes Toscanini Gran Tannat Premium 2013

O Tannat topo de gama de Montes Toscanini é um vinho muito interessante. Muito típico e particular. Prova disso é que, ao contrário de vinhos chilenos e argentinos, cujos vinhos topo de gama costumam apresentar graduações alcoólicas superiores a 14% ou 15%, o Gran Tannat conta com seu álcool na casa de 13%, o que contribui para um melhor equilíbrio de seus elementos. Durante a fermentação alcoólica a temperatura é controlada (máxima de 26°C) e a maceração realizada é prolongada, com utilização de remontagens diárias para melhor extração de cor e taninos. Ele passa, ainda, por fermentação malolática e amadurecimento em barricas de carvalho americano por 18 meses. Quando degustado apresentou cor rubi de bastante intensidade. Nos aromas foi possível perceber frutas escuras como ameixa e amoras, café, cedro, tabaco e couro. Na boca era encorpado e com taninos presentes, mas de qualidade. O retrogosto era longo e persistente e repetia com certa intensidade a nota de café, que se percebia no nariz. Certamente um vinho de guarda, que já está pronto para ser degustado, mas ainda tem muito chão pela frente.
Classificação Vinho por 2: Muito bom
País: Uruguai
Região: Canelones 
Corte: Tannat
Teor alcoólico: 13,00%
Preço: R$ 220,00
Degustado em: 15 de dezembro de 2016
Link: (-)

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Vinho por 2 agora também no YouTube

O vinho por 2 começou um canal no YouTube para compartilhar experiências e informações sobre o mundo dos vinhos. Será mais um meio para mostrar como é fascinante e prazeroso aprender sobre suas características, apreciar e conhecer as diferentes variedades existentes, descobrir um pouco mais sobre os critérios de avaliação e o fenômeno das pontuações, além de apresentar diferentes regiões de cultivo, matérias, dicas, opiniões e curiosidades. A intenção é dar preferência aos vinhos de dia-a-dia, com bom custo x benefício, acessível a todos. Que possam se divertir conosco, enquanto aprendemos juntos! É só acessar e curtir! Ah, não esquece de se inscrever no canal!


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Quinta da Receita: Tapioca Brulèe com calda de Acerola


A sobremesa do almoço Pernambuco Armorial foi de comer de joelhos, simplesmente divina, super delicada, fina e saborosa. A receita  da Tapioca Brulèe com calda de acerola é de autoria do querido Luiz Carlos Albuquerque, ex-aluno da Faculdade Guararapes, e foi produzida por ele e pelos colegas Monique, Cláudia, Marcos, Marcelo e Dalva. 


Na hora da escolha do vinho, ficamos em dúvida entre o Moscatel de Setúbal Horácio Simões e o Viña Tarapacá Late Harvest, dois bons vinhos de sobremesa, com estilos completamente diferentes. O Moscatel de Setúbal é fermentado em cuba de cimento e sofre acréscimo de aguardente vínica. Sua cor é topázio claro, com aroma floral, de especiarias e nozes. Na boca é macio e persistente. Já o Viña Tarapacá Late Harvest é um vinho produzido com uvas em estágio de sobrematuração. Ele tem cor dourada, aromas de mel e damasco e na boca bom equilíbrio entre doçura e acidez. Degustando a sobremesa com as duas opções, constatamos que o Late Harvest harmonizou melhor, em razão de sua delicadeza. Não podemos deixar de ressaltar que, toda a equipe, que organizou e produziu o almoço, arrasou! Já estamos com saudades! 


TAPIOCA 

INGREDIENTES:

Tapioca Granulada 150g 
Leite 600ml 
Coco ralado sem açúcar 75g 
Leite de coco 200ml 
Açúcar 50g 

MODO DE PREPARO: 
1. Ferva o leite, o leite de coco e o açúcar.
2. Depois de fervido, ponha na tapioca granulada com o coco ralado.
3. Deixe a tapioca hidratar por 40 minutos ou até que as bolinhas estejam moles.



BABA DE MOÇA

INGREDIENTES

Açúcar ½ xíc.
Água 3 colheres de sopa
Leite condensado 395g 
Leite de coco 200ml 
Gemas 6 
Manteiga sem sal 1 colher de sopa
Raspas de laranja 

MODO DE PREPARO:

1. Ferva o açúcar com água até formar uma calda líquida;
2. Desligue e jogue as gemas peneiradas e a manteiga;
3. Mexa bastante;
4. Adicione o leite condensado, o leite de coco e as raspas de laranja;
5. Mexa levemente em fogo baixo, até engrossar. Não deixar ferver muito para não talhar;
6. Misture a tapioca hidratada na baba de moça e mexa, até ferver;
7. Passe no mixer na mistura para arear;
8. Disponha em ramequins e leve para a geladeira;

CALDA DE CAIPIRINHA E ACEROLA

INGREDIENTES:

Acerola 8 und.
Mel 4 colheres de sopa 
Cachaça 80 ml 

MODO DE PREPARO:

1.Soque os frutos no pilão e acrescente o mel;
2. Em uma panela, adicione a mistura com a cachaça e cozinhe em fofo baixo, por 15 minutos ou até formar uma calda;
3. Sirva a calda separada.

Observações: A sobremesa é feita como um pudim de geladeira e desenformada para ser servida com um leve polvilhado de açúcar cristal, massaricado com muito cuidado para não queimar nem amargar. A calda de acerola é bem sutil, posta no prato, como se pode ver na foto. Esperamos que gostem!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Montes Toscanini Reserva Familiar Rosé 2016

Na sequência do evento de vinhos uruguaios, tivemos a oportunidade de experimentar os vinhos da bodega Montes Toscanini, representada por um de seus proprietários e também enólogo, Leonardo Montes Toscanini. A importadora Porto a Porto também se fez presente, através da enóloga e sommelière Emille Cruz (foto). A Montes Toscanini tem um perfil familiar, estando no ramo há mais de 100 anos; seu foco é totalmente voltado para os vinhos e, por isso, não recebe turistas. Tanto cuidado, se fez perceber nos vinhos que provamos, de grande tipicidade e que, nitidamente, evitam seguir o caminho da sobrematuração, o que se nota através do percentual de álcool mais comedido em relação a vinhos chilenos e argentinos. Um dos melhores rosados da feira foi o Montes Toscanini Reserva Familiar Rosé 2016, feito com a uva Cabernet Sauvignon. Muita personalidade, em um vinho rosé mais intenso do que o habitual. Quando degustado apresentou cor rosa intenso, quase um rubi de baixa intensidade. No nariz foi possível perceber frutas vermelhas como morango e cereja. Na boca era mais encorpado que o habitual e com ótima acidez e persistência.
Classificação Vinho por 2: Muito bom
País: Uruguai
Região: Canelones 
Corte: Cabernet Sauvignon
Teor alcoólico: 12,5%
Preço: R$ 50,00
Degustado em: 15 de dezembro de 2016
Link: (-)

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Quinta da Receita: Bode do Reino com AS3 Premium


O bode do reino foi o prato principal servido no almoço de final de curso da turma de Gastronomia da manhã da Faculdade Guararapes. Estava simplesmente fantástico e foi elaborado pelos alunos: Nathália, Isadora, Karolliny e Elaine. Para harmonizar o vinho escolhido foi o AS 3 Premium, um cabernet chileno bem típico, na cor era rubi bem escuro, nos aromas foi possível perceber ameixa e amora, além de notas herbáceas (pimentão verde) bem integradas, cedro e pimenta do reino. Na boca o vinho era encorpado, mas com taninos macios e um retrogosto persistente. Vamos à receita:
 
Ingredientes: 

Para o bode:
1 pernil desossado de aprox. 2kg
1 garrafa de vinho
2 cenouras grandes em rodelas
2 cebolas grandes em pétalas
2 folhas de louro
3 dentes de alho 
Tomilho fresco à gosto
Pimenta do reino em grãos à gosto
Sal a gosto

Para o purê de jerimum:
1 jerimum inteiro de aprox. 1,5kg
1 cebola grande picada
2 dentes de alho picados
Pimenta do reino moída à gosto
500ml de água fervente
200gr de manteiga sem sal

Para fritar a carne:
Azeite à gosto
Manteiga de garrafa à gosto


Modo de preparo:
Na véspera, limpe o pernil desossado retirando os nervos. Disponha-o em uma assadeira ou vasilha e esfregue nele os dentes de alho amassados. Em seguida coloque o restante dos ingredientes, exceto o sal. Deixe o pernil nessa marinada por no mínimo 12h, sob refrigeração, virando-o de 4 em 4h, para que o tempero seja bem distribuído. Após esse período, corte o pernil em escalopes, salgue e frite-os em azeite e manteiga. Disponha-os em uma assadeira e leve ao forno baixo para completar o cozimento, por 10 minutos. Coe o líquido da marinada e reserve, desprezando os vegetais. Leve ao fogo baixo, até reduzir e engrossar. Reserve. Descasque e corte o jerimum em pedaços. Leve ao fogo a manteiga, em seguida a cebola, refogue um pouco e acrescente o alho. Acrescente o jerimum e deixe refogar um pouco. Tempere com pimenta e sal à gosto, acrescente água fervente, e deixe cozinhar. Quando estiver bem macio, processe o jerimum fazendo um purê. Você pode amassar diretamente na panela ou processar em um liquidificador ou mixer. Sirva em seguida o purê com a escalope de bode e regue com o molho. 
Agora é só aproveitar essa delícia!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Garzón Reserva Tannat 2013

Foi comentário de boa parte do público, inclusive de alguns de nossos alunos, que esse teria sido o melhor vinho tinto do evento. De fato o Garzón Reserva Tannat 2013 é um excelente vinho. Prova disso é que apesar de sua graduação alcoólica ser de 16,5%, em momento algum o álcool fica aparente. O porém é que, no nosso ponto de vista, ele mostra um estilo bastante internacional. Numa degustação às cegas seria muito difícil embora feito com a Tannat - dizer que se trata de um vinho Uruguaio produzido com a referida casta. Quando degustado apresentou cor violácea de grande intensidade. Percebemos aromas de fruta vermelhas e negras como cereja e ameixa, além de chocolate e barrica muito bem integrada. Na boca mostrou bastante corpo e taninos ainda com alguma adstringência. Certamente vai evoluir bem em garrafa, para atingir o ápice.
Classificação Vinho por 2: Muito bom
País: Uruguai
Região:Maldonado
Uva/Corte: Tannat
Teor alcoólico: 16,50 %
Preço: R$ 165,00
Degustado em: 15 de dezembro de 2016

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Garzón Albariño 2015

O destaque, falando dos brancos, de todos os vinhos que provamos durante o evento de vinhos uruguaios foi o Garzón Albariño 2015. É incrível como esta variedade tem apresentado bons frutos no Uruguai, gerando vinhos de ponta. Certamente o fato da Garzón estar localizada a apenas 18 km do Oceano Atlântico, contribui para o tamanho frescor que seus vinhos apresentam. Quando degustado apresentou amarelo palha. No nariz foi possível sentir damasco, toques cítricos e notas minerais. Na boca o corpo era médio, a acidez presente e o retrogosto persistente. Sem dúvida mais complexo do que o Pinot Grigio e o Sauvignon Blanc da mesma linha, além de mais untuoso e encorpado, em razão do contato com as borras finas por alguns meses. Ótima pedida!
Classificação Vinho por 2: Muito bom (+)
País: Uruguai
Região: Maldonado
Uva/Corte: Albariño
Teor alcoólico: 14,50 %
Preço: R$ 90,00
Degustado em: 15 de dezembro de 2016

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Quinta da Receita: Salada Dorinha com espumante Miolo Cuvée Tradition Brut

Voltando às postagens da Quinta da Receita, hoje apresentamos a salada servida no almoço de conclusão do curso de Gastronomia da Faculdade Guararapes, que ocorreu no  dia 09 de dezembro do ano passado. O cardápio do almoço foi planejado e executado pelos alunos do referido curso, que escolheram como tema Pernambuco Armorial. A Salada Dorinha era uma entrada fria com molho bechamel e crocante de queijo coalho. Os alunos responsáveis por essa delícia foram Ana Paula da Silva Melo, Bárbara Arruda de Paula, Ítalo Duarte, Juliana Silva e Mariana Azevedo. A entrada ficou linda, gostosa e casou muito bem com o Miolo Cuvée Tradition Brut, espumante brasileiro delicado e versátil, também escolhido pelos alunos. Vamos à receita:

Ingredientes (porção para 10):
 
Queijo coalho tipo b - 750 gr
Queijo manteiga - 300gr
Tomate cereja - 150 gr
Cebola roxa - 150 gr
Cenoura - 100 gr
Beterraba - 60 gr
Rabanete - 60 gr
Alface - 500 gr
Azeitona Verde - 150 gr
Charque - 300 gr
Palmito - 150 gr
Manteiga - 50 gr
Farinha de trigo - 50 gr
Leite - 300 gr
Goma de tapioca  - 300gr
Sal - 5 gr
Pimenta rosa - 5 gr
Vinagre Balsâmico - 5gr
Cominho - 5gr
Azeite de Oliva - 5gr

Modo de Preparo: 

Escalde a charque em água fervente, espere esfriar e desfie. Após desfiada, refogue em azeite de oliva aromatizado com cominho por alguns minutos e reserve.

Corte a alface em chiffonade (tiras bem fininhas), os tomates no meio e os demais vegetais em julienne (palitinhos), tempere com sal, pimenta e um fio de vinagre balsâmico e reserve.

Rale o queijo coalho e espalhe uma camada fina sobre uma frigideira antiaderente, formando um círculo, adicione uma leve camada de goma de mandioca e aguarde alguns minutos, quando a goma estiver firme e o queijo com uma cor dourada, retire do fogo e o deite sobre o fundo de uma tigela, ou forma arredondada, para que ganhe o formato desejado, leve ao forno a 100ºC até que esteja levemente seca e crocante. Deixe esfriar.

Para o molho, derreta a manteiga em uma panela em fogo baixo e adicione a farinha de trigo de uma vez e misture bem, para que se forme um roux (é uma preparação originária da culinária francesa, que consiste em cozinhar farinha de trigo em manteiga derretida, até formar um creme espesso e homogêneo), quando estiver dourado, acrescente o leite quente e misture até que levante fervura, acrescente por fim o queijo manteiga ralado e mexa até que este derreta completamente e o molho engrosse. Tempere com sal e pimenta do reino, e reserve.

Para montar a salada, espalhe uma colher do molho no centro do prato, e coloque a crosta de goma e queijo em cima, para que não saia do lugar; coloque um punhado de alface no fundo da crosta, logo depois monte os outros itens da salada sobre o alface, finalize com gotas do molho e com a charque desfiada. 

Temos certeza que quem fizer vai gostar!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Garzón Sauvignon Blanc 2015

Provamos o Sauvignon Blanc - uma de nossas variedades brancas preferidas - da Garzón e também ficamos impressionados com o resultado. Os brancos da Garzón têm acidez, o que é essencial para qualquer vinho, ainda mais os brancos. Esse exemplar da fantástica safra de 2015 foi bastante favorecido pela ensolação daquele ano, obtendo aromas intensos de fruta, mas sem comprometer os ácidos da fruta. Quando degustado apresentou amarelo palha. No nariz foi possível perceber nitidamente maracujá, ervas e notas minerais. Na boca o corpo era leve, a acidez alta (como de nossa preferência) e o retrogosto com boa persistência.
Classificação Vinho por 2: Muito bom
País: Uruguai
Região:Maldonado
Uva/Corte: Sauvignon Blanc
Teor alcoólico: 12,50 %
Preço: R$ 90,00
Degustado em: 15 de dezembro de 2016

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Garzón Pinot Grigio 2015

A Garzón nos impressionou com seus vinhos brancos, que sem dúvidas, figuram entre os melhores exemplares do Uruguai. Trata-se de uma jovem vinícola, cujas terras foram adquiridas em 2006 por um dos homens mais ricos do planeta, o argentino Alejandro Bulgheroni. No ranking da Forbes ele figura justamente na frente de Donald Trump, o que nos dá uma noção do tamanho de sua fortuna. Independentemente dos aspectos financeiros, o trabalho na Garzón está sendo muito bem feito. São vinhos brancos que preservam a tipicidade das uvas com as quais são produzidos, sem abrir mão da qualidade e complexidade. Quando degustado apresentou cor amarelo com reflexos esverdeados. Nos aromas pudemos perceber notas cítricas e minerais, com um toque floral ao fundo. Na boca era leve e com ótima acidez e boa persistência.
Classificação Vinho por 2: Bom (+)
País: Uruguai
Região:Maldonado
Uva/Corte: Pinot Grigio
Teor alcoólico: 12,50 %
Preço: R$90,00
Degustado em: 15 de dezembro de 2016
Link: Bodega Garzón

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Degustação de vinhos uruguaios em Olinda

No dia 15/12/16, participamos da nossa última degustação do ano, que ocorreu na cidade de Olinda, mais precisamente no Convento de São Francisco. O evento foi organizado pelo Recife Convention & Visitors Bureau através de uma parceria entre o Governo de Pernambuco, a Secretaria de Turismo de Olinda, o Consulado do Uruguai  e a GOL Linhas Aéreas. E a participação da GOL se deu justamente em razão da criação da linha direta entre Recife e Montevidéu, a fim de tornar viável essa nova conexão. De qualquer forma foi uma ótima oportunidade para que os pernambucanos pudessem conhecer os vinhos uruguaios e perceber como eles são típicos, singulares e, acima de tudo, dotados de muita qualidade. A ideia de fazer o evento na cidade de Olinda quebrou a rotina usual, uma vez que os vinhos normalmente são divulgados em feiras realizadas na cidade do Recife.

Além disso, o Convento de São Francisco foi um belo cenário de fundo para a degustação de bons vinhos. Entretanto, o comentário geral foi de que o trânsito dificultou muito o deslocamento da cidade do Recife até a cidade de Olinda e, ainda, que o local da realização do evento era muito bonito, mas a falta de climatização prejudicou a degustação dos vinhos, já que a sensação térmica era desagradável e a temperatura dos rótulos degustados subia com muita facilidade. 

Inclusive, os produtores tiveram grande dificuldade com o fator temperatura. Em regra, os vinhos eram servidos muito quente, por conta da temperatura do ambiente, ou muito muito gelado, diante da necessidade de colocá-los em baldes de gelo. A iluminação foi outro ponto que prejudicou a divulgação dos vinhos, pois estava muito escuro e os participantes tinham dificuldades em enxergar os rótulos. 

As taças tinham formato inadequado e também não colaboraram para a plena percepção dos vinhos degustados. De qualquer forma o saldo balança foi positivo, com mais acertos do que erros. E ficamos na torcida para que esses erros sejam corrigidos e que novos eventos dessa categoria sejam realizados. Nos próximos posts vamos comentar os vinhos que mais chamaram nossa atenção, pontuando que em relação a Pisano ("hors concours"), já fizemos dois posts no blog que contemplam os vinhos que estavam na feira, além de muitos outros (link 1 e link 2). Não percam!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Tandem 2011

Inspirados pelo tema da CBE do mês de janeiro de 2016, vinhos de regiões que nunca havíamos provado, vamos falar de um vinho marroquino que estava em nossas anotações, mas ainda não tinha sido publicado no blog. O Tandem 2011 é produzido pela Domaine des Ouled Thaleb, uma vinícola fundada em 1923 e que vem retomando o crescimento dos vinhos daquela região. Ele é fruto de uma parceria entre Allain Graillot (um mito de Crozes-Hermitage), Jacques Poullain, dois famosos enólogos franceses, e a vinícola marroquina. O vinho foi uma verdadeira surpresa, pois não tínhamos grandes expectativas em relação a ele. Quando degustado apresentou cor rubi intenso. Nos aromas foi possível perceber ameixa e amora, além de notas defumadas e especiadas. Na boca o corpo era médio, os taninos macios e a persistência mediana. Uma bela surpresa, com estilo próprio, do Norte da África.
Classificação Vinho por 2: Bom (+)
País: Marrocos
Região: Rommaninas
Uva/Corte: Syrah
Teor alcoólico: 13,5% 
Preço: R$ 120,00
Degustado em: 15 de novembro de 2014
Link: (-)

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Rivetto Barolo del Comune di Serralunga D´Alba DOCG 2010

Semana passada recebemos o certificado do ISG - Internacional Sommelier Guild, uma das principais instituições de ensino sobre vinho no mundo. Aqui no Brasil o curso é ministrado pela Sommelier School, que é um Centro de Formação de Sommeliers. Durante o curso tivemos a oportunidade de provar vinhos com bastante tipicidade, cerca de 48 rótulos, entre brancos, tintos, espumantes, fortificados e de sobremesa. Escolhemos alguns para postar aqui no blog e o primeiro a ser escolhido foi um Barolo, simplesmente fantástico, o vinho predileto do curso. 
O Barolo é um vinho produzido no noroeste da Itália, na região do Piemonte, com a uva Nebbiolo, bastante complexo, com taninos marcantes. Em regra, não deve ser consumido logo após o processo de vinificação, uma vez que precisa passar por alguns  anos de envelhecimento para chegar ao ponto ideal. Para os produtores tradicionais a maceração das uvas é longa e ocorre em grandes toneis de madeira. Já alguns produtores mais modernos, buscando agradar ao mercado, têm substituído algumas técnicas de vinificação para gerar um vinho mais delicado, frutado, macio e mais acessível na juventude, mantendo, entretanto, sua capacidade de adegagem. 
A família Rivetto há quatro gerações produz vinhos nas terras de Alba, desde 1902, quando o avô Giovani abriu sua loja de vinhos que se tornou ponto de referência na venda do produto. Suas vinhas são minimalistas, representando com autenticidade seu terroir, não fazendo uso de produtos químicos sintéticos ou fertilizantes, sem que haja, portanto, um manejo agressivo do solo. 
O Rivetto Barolo del Comune di Serralunga D´Alba DOCG 2010 estagiou por 30 meses em barricas de carvalho esloveno e descansou por mais 10 meses antes da comercialização. No visual apresentou intensidade média, cor rubi com halo atijolado. Interessante lembrarmos que a Nebbiolo é uma variedade com pouco pigmento, o que gera uma cor quase alaranjada, principalmente com o decurso do tempo. No nariz foi possível sentir aromas primários (da uva) - fruta escura e terciários (do envelhecimento), como flores e folhas secas, notas terrosas e cogumelos. Na boca era encorpado, com uma acidez marcante, taninos elevados, que irão amaciar com o tempo e persistência longa. O exemplar degustado ainda estava jovem, mas já era possível perceber toda sua complexidade, definitivamente um vinhaço.
Classificação Vinho por 2: Excelente 
País: Itália 
Região: Serralunga D'Alba - Piemonte
Produtor: Rivetto
Uva/Corte: Nebbiolo 100%
Teor alcoólico: 13,5%
Preço: R$ 460,00
Degustado em: 19 de julho de 2016
Link: Rivetto 
Dica de harmonização: vai bem com carnes vermelhas e queijos maduros
Temperatura de serviço: 18°